MiBR perde para DRX e está fora do VALORANT Champions Paris 2025

MiBR perde para DRX e está fora do VALORANT Champions Paris 2025

Andre Guaraldo

29 Sep, 2025, 19:49

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Última atualização: 29 Sep, 2025, 19:51

O MiBR se despediu do VALORANT Champions Paris após perder para a DRX por 2-1 nesta segunda-feira (29), encerrando uma campanha que superou todas as expectativas, mas deixou um gostinho de "podemos mais". A equipe brasileira, que entrou no torneio como a quarta cabeça de chave das Américas, sai com uma conquista importante - um lugar entre as seis melhores do mundo - e com um futuro promissor pela frente.

Uma Qualidade Surpreendente que Cativou a Cena

Ao longo da competição, MiBR mostrou um nível de jogo que poucos esperavam. Depois de avançar da fase de grupos eliminando gigantes como Bilibili Gaming e Rex Regum Qeon, o time manteve a trajetória ascendente nos playoffs, superando um dos favoritos do torneio, Team Heretics, por 2-0.

O destaque da campanha foi aspas quebrando o recorde mundial de eliminações em uma série melhor de três (BO3), atingindo impressionantes 80 eliminações na derrota para a NRG no domingo (28). Mesmo doente, o brasileiro mostrou por que é considerado um dos melhores duelistas do mundo, mantendo uma performance excepcional que quase levou o MiBR às finais da chave superior.

Derrotas Consecutivas Encerram o Sonho

A eliminação do MiBR foi marcada por duas derrotas consecutivas e dolorosas. Primeiro, caíram para a NRG em uma série emocionante na qual aspas estabeleceu seu recorde de eliminações. Apesar do brilho individual, a equipe não conseguiu garantir a vitória que os teria levado às finais da chave superior.

A derrota para a NRG levou o MiBR para a chave inferior do VALORANT Champions Paris, onde enfrentaram a DRX em uma partida de eliminação obrigatória. Infelizmente para os fãs brasileiros, o time não conseguiu se recuperar do desgaste emocional da derrota do dia anterior, caindo por 2-1 para a poderosa equipe coreana.

O Confronto Decisivo Contra a DRX

Mapa 1: Sunset - O Despertar Brasileiro

O primeiro mapa foi um verdadeiro espetáculo de VALORANT. A DRX começou dominando, construindo uma vantagem considerável que parecia definitiva. No entanto, o MiBR protagonizou uma das maiores viradas do torneio, empatando o placar em 6-6 e mostrando a resiliência que marcou toda sua campanha. Aspas liderou a resposta brasileira com 25 eliminações e uma impressionante porcentagem de 27% de headshots.

Mapa 2: Bind - Batalha de Titãs

Em Bind, o duelo foi equilibrado do início ao fim. Mesmo com artzin apresentando números abaixo da sua média habitual, o MiBR se manteve competitivo graças às atuações de cortezia e xenom. A partida foi decidida nos detalhes, mas a experiência internacional da DRX foi crucial nos momentos decisivos.

Mapa 3: Ascent - O Adeus Brasileiro

O mapa decisivo começou com a DRX impondo seu ritmo e dominando completamente o primeiro quarto. O MiBR reagiu, equilibrando o jogo em 6-6 e demonstrando que não desistiria facilmente. Contudo, no segundo tempo, a pressão da eliminação pesou, e a equipe coreana conseguiu se impor, fechando a série e eliminando os brasileiros do torneio.

Legado Começa em Paris

Apesar da eliminação, o MiBR deixa Paris com a certeza de ter superado todas as expectativas. O sexto lugar representa um excelente resultado financeiro - com premiação de US$ 85.000 - e uma elevação do patamar do VALORANT brasileiro no cenário internacional após um 2025 difícil para praticamente todas as outras organizações.

A campanha em Paris teve momentos de brilho individual, especialmente do aspas, que além do recorde de eliminações, manteve uma consistência impressionante durante o torneio. Verno, o jovem IGL norte-americano, mostrou maturidade tática e coragem além da idade, enquanto cortezia e xenom forneceram o suporte necessário para jogadas espetaculares.

O Peso das Derrotas Consecutivas

As derrotas seguidas para NRG e DRX evidenciaram o potencial do MiBR e a crueldade dos torneios eliminatórios. Após quase alcançar as finais da chave superior com a atuação histórica de aspas contra a NRG, o time teve que se recompor rapidamente para mais uma partida de eliminação em menos de 24 horas.

O desgaste emocional e físico de competir em alto nível lidando com doença (aspas) e a pressão de representar o VALORANT brasileiro no maior palco mundial foram demais. No entanto, o fato de ambas as derrotas serem disputas acirradas contra adversários de alto nível diz muito sobre o crescimento do MiBR ao longo do torneio.

Perspectivas Promissoras para 2026

O resultado em Paris confirma o MiBR como uma força legítima na cena internacional de VALORANT. O time, que chegou ao torneio sem grandes expectativas, provou ser capaz de competir de igual para igual com as melhores equipes do mundo.
Para 2026, as perspectivas são extremamente positivas. Com aspas consolidado como uma das maiores estrelas globais do jogo, um núcleo brasileiro experiente e a liderança tática de Verno, o MiBR tem todos os elementos para não só buscar outra classificação para o Champions, mas também almejar uma campanha ainda mais profunda.

A eliminação desta segunda-feira, embora dolorosa, marca o fim de uma das campanhas mais surpreendentes do VALORANT Champions Paris. O MiBR não apenas cumpriu seu objetivo de escapar das fases iniciais - redefiniu as expectativas para o VALORANT brasileiro, saindo de Paris não como competidores derrotados, mas como uma equipe que ganhou respeito e admiração mundial.

As duas derrotas consecutivas que encerraram sua trajetória servem tanto como experiência de aprendizado quanto como motivação para o que promete ser uma campanha ainda mais forte em 2026.


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Créditos da imagem principal: Riot Games

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