FURIA decepciona na Dust2 e está fora da BLAST Open Porto 2026

FURIA decepciona na Dust2 e está fora da BLAST Open Porto 2026

4 Sep, 2026, 20:31

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Última atualização: 4 Sep, 2026, 20:31

A FURIA caiu nas quartas de final da BLAST Open Porto 2026 após derrota por 2–1 para a Vitality, em uma série marcada por altos e baixos: domínio inicial em Nuke, resistência em Cache e queda brusca de desempenho no mapa decisivo, Dust2.

Estrutura do veto e escolha de mapas

O veto definiu o caminho da série: Ancient e Anubis foram os primeiros mapas removidos, deixando Nuke como escolha da Vitality e Cache como escolha da FURIA. Na sequência, Mirage e Inferno saíram, restando Dust2 como mapa decisivo. Essa combinação colocou a FURIA começando em um terreno confortável (Nuke) e terminando em um mapa em que o time não conseguiu repetir o mesmo nível de jogo de outras partidas.

Nuke e o domínio absoluto da FURIA

No primeiro mapa, Nuke, a FURIA venceu por 13–6 e controlou bem os dois lados do jogo. KSCERATO teve 18 eliminações e 7 mortes, com dano médio por rodada acima de 90 e rating 3.0 de 1,71, enquanto FalleN terminou 16–6 e rating de 1,52. YEKINDAR, yuurih e molodoy também fecharam o mapa acima de 1,00 de rating.

Do lado da Vitality, todos os jogadores terminaram com rating abaixo de 0,80 na Nuke. ropz e ZywOo fecharam com K-D de 8–13 e 8–15, respectivamente, enquanto jL ficou em 5–16 e rating 0,58, sinal de dificuldade em duelos chave. 

Cache e a reação da Vitality

Na Cache, a Vitality venceu por 13–11 e empatou a série. ZywOo registrou 21–13 em K-D, ADR acima de 94 e rating 1,72, liderando o ataque e as retomadas, enquanto ropz somou 23–18 e rating 1,25. jL passou de atuação discreta para um desempenho mais produtivo, com 17–13 e rating 1,33, o que ajudou a equipe francesa a converter rounds decisivos em meio a um placar apertado.

Pelo lado brasileiro, molodoy terminou a Cache com 19–11, ADR de 76 e rating 1,25, sendo o jogador de maior impacto da equipe no mapa. KSCERATO ainda manteve números positivos, com 13–14 e rating 1,04, mas YEKINDAR encerrou o mapa com 17–22 e KAST abaixo de 50%, o que indica muitas mortes em tentativas de criação de espaço. A FURIA chegou a 11 rounds, mas não converteu situações de vantagem em fechamento de mapa, o que abriu caminho para a recuperação da Vitality na série.

Dust2 e a FURIA que não apareceu

No mapa decisivo, Dust2, o placar foi 13–4 para a Vitality, com grande diferença em duelos e controle de rotações. Nenhum jogador da FURIA terminou com rating acima de 1,00; yuurih ficou em 12–14 e rating 0,97, enquanto KSCERATO fechou em 6–13 e rating 0,63. FalleN registrou 6–13, com ADR abaixo de 50, o que mostra dificuldade tanto em impacto com a AWP quanto em números gerais de dano no último mapa.

Na Vitality, todos os jogadores terminaram a Dust2 com rating superior a 1,00. flameZ teve 17–9, ADR de 106,5 e rating 1,56, apEX terminou 14–9 e rating 1,47, e ropz somou 13–10 com rating 1,27. jL e ZywOo também ficaram acima de 1,18 de rating, com KAST acima de 88% em ambos os casos.

Mapas distintos e mudança de ritmo

Quando se observam os três mapas, a FURIA apresenta perfis distintos de desempenho. Na Nuke, há equilíbrio entre todos os jogadores, com cinco ratings acima de 1,00 e controle claro de ritmo, enquanto na Cache o time mantém bons números individuais, mas não converte a vantagem parcial em vitória. Na Dust2, o conjunto desce de forma brusca, com queda nos ratings e baixa conversão de rounds, o que contrasta com a solidez da Vitality no mesmo mapa.

Impacto da derrota na eliminação

Como se tratava de uma série de quartas de final, a derrota por 2–1 colocou a FURIA fora da disputa pelo título da BLAST Open Porto 2026. O chaveamento oficial do torneio indica que o vencedor de FURIA vs Vitality enfrenta a MOUZ na semifinal. A campanha termina com um mapa forte de abertura, uma derrota apertada na escolha própria e um terceiro mapa em que o time não encontrou soluções, especialmente no controle de meio e entradas em bombsites.

Foi bom, mas poderia ser melhor

A série entre FURIA e Vitality na BLAST Open Porto 2026 mostra um time brasileiro que começou forte em Nuke, manteve competitividade na Cache e caiu de maneira acentuada na Dust2. O contraste entre o domínio inicial e o desempenho no último mapa ajuda a entender por que a equipe saiu das quartas de final sem vaga na semifinal, apesar de números individuais positivos em parte da série.


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Créditos da imagem em destaque: BLAST

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